I love The Drums @ São Paulo!


Todo mundo so falava disso antes da folia carnaval, e já que esse animo não tomou conta de mim, resolvi escrever a respeito da maior notícia dessas ultimas semanas em pleno feriado sagrado brasileiro: The Drums, a banda reverenciada pelo mundo indie e pelos fashionistas em 2010 finalmente chega a dar um show em Terras tupiniquins! A data? 31 de março no Estudio Emme, em São Paulo.
Mas quem são eles a final e porque esse sucesso?

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Tout le monde ne parlait que de ça avant la folie du carnaval, et étant donné que je ne suis pas de ceux qui rentre dans le climat, j’ai décidé d’écrire au sujet de ce qui est la plus importante nouvelle de ces dernières semaines au beau milieu de ce qui est la plus grande fête nationale au Brésil: The Drums, le groupe vénéré par le monde indie et les fashionistas en 2010 arrive enfin en terres brésiliennes pour donner un concert! La date? 31 mars au Studio Emme, à Sao Paulo.
Mais qui sont-ils et au fait, pourquoi un tel engouement?

Os norte-americanos do The Drums são um enigma: educados no cristianismo pesado _ para não dizer hardcore _ da América rural, formam hoje uma das bandas mais hypada do mundo. A famosa hype, esse vento favoravel que pode trazer a glória a perfeitos desconhecidos em poucas semanas, graças a algumas linhas postadas em blogs formadores de opinião, ou a algumas indicações incisivas de “quem sabe”. Como a magia negra, a hype é imprevisível e difícil de analisar, especialmente se ela se apega a rapazes como os do The Drums, relacionados à cena artistica muito fértil de Brooklyn.

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Les Américains de The Drums sont une énigme: ayant grandi et été éduqué dans le christianisme radical _ pour ne pas dire hardcore _ de l’Amérique rurale, ils constituent aujourd’hui un des groupes les plus hype au monde. La fameuse hype, ce battage médiatique, ce vent favorable qui peut apporter la gloire à de parfaits inconnus en seulement quelques semaines, grâce à quelques lignes postées sur des blogs influents, ou grâce à une indication de « ceux qui savent ». Comme la magie noire, la hype est imprévisible et difficile à analyser, surtout si elle s’éprend de garçons comme The Drums, issus de la scène artistique très fertile de Brooklyn.

Uma coisa é certeza: esses meninos não têm realmente o perfil para revistas lustrosas. “Mas porque Hedi Slimane quis nos entrevistar?”, pergunta o Jacob, um dos pilares do grupo. “Mistério. Olhe para nós: nós vestimos como nossos avós e fazemos pop como há cinquenta anos…” E, certamente, é o que atraiu aquele que trabalhou para a YSL, Dior e LVMH, revolucionou o mundo da moda masculina antes de fotografar as capas dos CDs de artistas como Phoenix e Lady Gaga: o discretissimo mas entretanto poderoso e respeitado Hedi Slimane.
Em novembro de 2009, Slimane fez uma série de 34 fotografias, intitulada I LOVE THE DRUMS fiel ao que é sua marca registrada:  sempre este preto e branco estético, o preto surdo e profundo que  domina e hipnotisa, o branco que quase nunca é realmente branco, as texturas que se destacam com poder, as guitarras que brilham e o cromo que raia…

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Une chose est sûre: ces gars-là n’ont pas vraiment le profil pour les magazines sur papier glacé. “Pourquoi donc Hedi Slimane a voulu nous interviewer?” dit Jacob, l’un des piliers du groupe. “Mystère. Regardez-nous: nous nous habillons comme nos grands-parents et nous faisons de la pop comme cela se faisait il y a cinquante ans…” Et, c’est certainement ce qui a attiré l’œil de celui qui a travaillé pour YSL, Dior et LVMH, qui a révolutionné le monde de la mode masculine avant de prendre les photos des jaquettes de CD d’artistes tels que Phoenix et Lady Gaga: le discret mais admiré et respecté Hedi Slimane.
En Novembre 2009, Slimane a fait une série de 34 photographies, intitulée I LOVE THE DRUMS fidèle à ce qui est sa marque de fabrique : toujours cette esthétique noir et blanc, le noir sourd et profond qui domine et hypnotise, le blanc qui n’est presque jamais vraiment blanc, les textures qui se détachent avec force, des guitares brillent et le chrome qui luit…

O resto das fotos da série pode ser visto aqui. Pois é, o Hedi Slimane faz parte daqueles que decidiram explorar novos horizontes apesar de ser mais do que bem sucedidos no que faziam. Ele teve razão como o comprova o lançamento esse mês de Anthology of A Decade, livro gigante que reune todos seus trabalhos fotograficos dos anos 2000. Lançamento que o site da revista Vogue francesa quis comemorar ao longo da semana passada, publicando varias das suas fotos que vocês podem ver aqui.

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Le reste de la série de photos peut être vu ici. Car oui, Hedi Slimane fait parti de ceux qui ont décidé d’explorer de nouveaux horizons alors qu’ils étaient au sommet de leur carrière. Et il a eu raison comme le prouve la publication ce mois-ci de Anthology of A Decade, un livre énorme qui rassemble l’ensemble de ses photographies prises dans les années 2000. Lancement que le site de Vogue français a fait question de commémorer la semaine dernière, en publiant plusieurs de ses photos que vous pouvez voir ici.

E não para por aqui já que o Hedi Slimane é o curador de uma exposição na Galeria Almine Rech  no Marais, em Paris, que abriu suas portas no dia 26/02 e que se intitula California Dreamin – Myths and Legends of Los Angeles. Ele morou na cidade dos anjos durante 2 anos e quis homenagear a cena artistica local e artistas que representam segundo ele esse espírito americano.

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Et cela ne s’arrête pas là puisque Hedi Slimane est le commissaire d’une exposition à la Galerie Almino Rech dans le Marais à Paris, qui a ouvert ses portes le 26/02 et intitulée California Dreamin – Myths and Legends of Los Angeles. Il a vécu dans la cité des anges pendant 2 ans et a voulu honorer la scène artistique locale et des artistes qui représentent l’esprit américain à ses yeux.

Mas vamos voltar a falar do The Drums. Não é apenas suas roupas, sua educação também tem um ar de old school. Os meninos não cresceram bem em metrópole fervilhante, fonte de energia perpétua, mas la no Ohio roceiro, para um deles, e  no interior no norte do estado de Nova York para o outro: no fundo empoeirado da velha América rural com seus valores conservadores imutáveis.
“Recebi do meu pai pastor uma educação rígida e muito religiosa”, diz Jonathan, o loirinho, outro pilar do grupo. “Eu segui a maioria dos meus estudos em casa. Nenhum relacionamento social, e não tinha o direito a muita coisa, nada de atividade laica e ainda menos rock: so podiamos escutar música cristã. É disso que eu tive que fugir para sobreviver e criar meu próprio mundo, eu me trancava o dia todo no meu quarto para ouvir músicas ou ler livros proibidos.”

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Mais revenons-en à The Drums. Il ne s’agit pas seulement de leurs vêtements, leur éducation a également un air de vieille école. Ces garçons n’ont pas grandi au sein d’une métropole animée, source d’énergie perpétuelle, mais dans l’Ohio rustique et bouseux, pour l’un, et à la campagne dans le nord de l’État de New York pour l’autre : dans les confins poussiéreux de l’Amérique rurale, avec ses valeurs conservatrices immuables.
“J’ai reçu de mon père pasteur une éducation très rigide et religieuse”, dit Jonathan, le blondinet, l’autre pilier du groupe. “J’ai suivi la plupart de mes études à la maison. Aucune relation sociale, et je n’avais pas le droit de faire grand’ chose : aucune activité laïque et encore moins écouter du rock, nous ne pouvions d’ailleurs écouter que de la musique chrétienne. C’est ce que j’ai dû fuir pour survivre et créer mon propre monde, je vivais enfermé toute la journée dans ma chambre à écouter de la musique ou lire des livres interdits.”

Jacob Graham e Jonathan Pierce se conheceram quando eram ainda crianças durante um acampamento de verão e se apaixonaram pelos mesmos grupos. Uma coiso que compreendemos imediatamente ao ouvir o primeiro álbum, e mais, escutando eles falarem deles mesmos: eles deveriam ter nascido e sido criado no outro lado do Atlântico.
Para a maioria, suas influências vêm da Grã-Bretanha (The Smiths, Orange Juice, Joy Division, The Stockholm Monsters, The Durutti Column, The Wake). Eles encarnam perfeitamente a versão americana do mito Inglês, o de jovens reclusos e cortados do mundo que não tem outras oportunidades que um emprego ruim e uma vida horrível ou então fazer a escolha do rock’n’roll.

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Jacob Graham et Jonathan Pierce se sont rencontrés encore enfants lors d’un camp d’été et se sont passionnés pour les mêmes groupes.
Une chose est sure après avoir écouté leur premier album, voire mieux, à les écouter parler d’eux-mêmes: ils auraient dû naître et grandir de l’autre côté de l’Atlantique.
Pour la plupart, leurs influences viennent de Grande-Bretagne (The Smiths, Orange Juice, Joy Division, The Stockholm Monsters, The Durutti Column, The Wake). Ils incarnent parfaitement la version américaine du mythe anglais, des jeunes reclus et coupés du monde qui n’avaient d’autres perspectives que des emplois précaires et  une vie horrible, ou bien opter pour le rock’n’roll.

Sem dúvida, eles nasceram no continente errado. Melhor ainda, na hora errada. Eles gostam dos anos 50 ou 60, a idade de ouro da cultura pop cuja memória eles embelezam.
“Eu consigo muito bem ignorar o que eu não gosto no mundo de hoje: faço como se não existisse”, diz Jacob. The Drums é de maneira muito clara, e de modo assumido e escolhido, um grupo conservador, antiprogresso, quase nostálgico.
Radicados em Brooklyn, o espírito do The Drums nasceu na Flórida, onde as primeiras musicas, como Best Friend, foram compostas. The Drums é musicalmente uma espécie de new wave marcada pelos princípios e critérios do movimento “Americana”. Sua música é emocional, melancólica e viciante, a sua energia no palco é muito refrescante e contagiante. Nada se assemelha ao The Drums na musica de hoje.

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Sans l’ombre d’un doute, ils sont nés sur le mauvais continent. On pourrait même dire, au mauvais moment. Ils aiment les années 50 ou 60, l’âge d’or de la culture pop dont ils embellissent le souvenir.
“J’arrive très facilement à ignorer ce que je n’aime pas dans le monde d’aujourd’hui: je fais comme si ça n’existait pas”, dit Jacob. The Drums est de manière très claire, assumée et choisie, un groupe conservateur, anti-progressiste, presque nostalgique.
Le groupe est basé à Brooklyn, mais l’esprit de The Drums est né en Floride, là où les premières chansons, comme Best Friends, ont été composées. The Drums est musicalement une sorte de neo wave empreinte des principes et repères du mouvement «americana». Sa musique est chargée d’émotion, mélancolique et addictive, son énergie sur scène est très rafraîchissante et contagieuse. Rien ne ressemble à The Drums dans la musique d’aujourd’hui.

Agora por que se apaixonar pelo The Drums? Primeiro por causa dessa trajetoria emocionante, dolorosa, essa infância que os dois líders passaram presos num burraco perdido da América cristã hardcore. E, especialmente, a maneira inocente, mas determinada, que  Jacob e Jonathan fabricaram a estética formidável do The Drums.
“A música veio em último”, diz Jacob. “Durante meses, Jonathan e eu nos enviavamos monte de fotos velhas, pedaços de filme dos anos 50 ou 60. Tudo isso não tinha nada a ver com a música, mas demostrava nossos interesses e ambições. Passavamos um pro outro fotos dos Jogos Olímpicos, retratos de grupos de garagem americano desconhecidos – qualquer imagem forte, icônica e atemporal. Este nome, “The Drums“, parecia perfeito: ele não pertence a nenhuma época. Da mesma forma, para as fotos promocionais, nós pedimos um fundo neutro, a partir do qual pode-se inferir nem o tempo nem o lugar.”

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Maintenant, pourquoi tomber sous le charme de The Drums? D’abord pour cette trajectoire passionnante, douloureuse, cette enfance que les deux leaders ont vécu, prisonniers qu’ils étaient dans un trou perdu de l’Amérique profonde, chrétienne et hardcore. Et surtout la manière innocente, mais déterminée, avec laquelle Jacob et Jonathan ont inventé l’esthétique formidable de The Drums.
“La musique est venue en dernier”, affirme Jacob. “Durant des mois, Jonathan et moi nous sommes envoyés des tas de photos anciennes, des bouts de film des années 50 ou 60. Tout cela n’avait rien à voir avec la musique, mais consolidait nos intérêts et ambitions. Nous nous passions des photos des Jeux Olympiques, des portraits de membre de groupes de garage américains inconnus – n’importe quelle image forte, emblématique et intemporelle. Ce nom, “The Drums“, nous semblait parfait: il n’est lié à aucune époque. De même, pour les photos promotionnelles, nous demandons toujours un fond neutre, à partir duquel on ne peut déduire ou faire le rapprochement avec aucune époque ni même lieu.”

A música ficou por última? Suas canções refletem a sua obsessão com o formato pop, sua dinâmica, sua simplicidade sistemática. Simplicidade que encontramos no estilo deles que lembra até roupas das crianças que cresceram nos anos 50-60 na California.
Olhando para o passado para mudar o futuro: é o paradoxo e a subversão desses americanos muito inteligentes. Voltado para o passado, quase obsecado por ele, The Drums tem o futuro pela frente. E falando em futuro, eles prometeram recentemente na radio inglesa um novo album para 2011, apesar do Adam Kessler, guitarista, ter deixado o grupo no fim de 2010.

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La musique en dernier? Leurs chansons reflètent leur obsession pour le format pop, sa dynamique, sa simplicité systématique. La simplicité que l’on retrouve dans leur style qui rappelle le style vestimentaire des collégiens des années 50-60 en Californie.
Tourné vers le passé pour changer l’avenir: tel est le paradoxe et la subversion de ces Américains très malins.  Avec le passé pour référence, presque obsédés par lui, The Drums ont l’avenir devant eux. Et en parlant d’avenir, ils ont récemment promis à la radio anglaise un nouvel album en 2011, bien qu’Adam Kessler, guitariste, ait quitté le groupe fin 2010.

Então repito, se estiverem em São Paulo dia 31/01, não podem perder! Ou então façam como eu, podem ir para o Lollapalooza Chile dois dias depois!

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Une fois encore, si vous êtes à Sao Paulo le 31/01, vous ne pouvez pas manquer leur show! Ou alors faîtes comme moi,  allez au Lollapalooza Chili deux jours plus tard!

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    Café pour deux, porque escrito em duas línguas, e porque rola aqui uma conversa entre amigos, sem pretensão altamente jornalística ou literária. Título em francês, porque é homenagem às minhas origens. E café porque é uma bebida que mantem acordado.
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