Zara vs Balmain – Plagiarism or Omnipotence?!


Apesar do verão no hemisfério norte ainda não tenha jogado, com razão, a toalha, a Zara já desistiu dele e só tem olhos para o outono e a transição de vestuário que está para acontecer com a chegada dos dias chuvosos. Isso explica por que a marca espanhola acabou de atualizar os lookbooks de suas diversas coleções, nas quais a coleção masculina para o outono-inverno 2010-11. Nas imagens a seguir, os produtos da Zara estão na esquerda, e na direita achamos as criações da Balmain Homme apresentadas por aqui há alguns meses.

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Bien que l’été de l’hémisphère nord n’ait, à juste titre, pas encore dit son dernier mot, Zara n’a déjà d’yeux que pour l’automne et pour la transition vestimentaire qui s’annonce avec l’arrivée des jours pluvieux. Ceci explique que la marque espagnole vienne de mettre à jour les lookbooks de ses diverses collections, parmi lesquelles la collection homme automne-hiver 2010-11. Dans les images à suivre, à gauche les produits Zara, à droite les créations Balmain Homme présentées ici il y a quelques mois.

De fato, como você pode constar por si mesmo, a impressionante semelhança blefa!
Foi o blog inglês 00 o 00 que destacou primeiro as semelhanças perturbadoras. Vocês vão me dizer que até ai, “nada de novo” da parte da Zara, conhecida como a marca de fast fashion mais eficaz e diligente quando se trata de buscar inspiração em marcas de luxo para produzir novas coleções em ritmo desenfreado, uma vez que se tornou uma prática quase mensal. Mas é na palavra “inspiração” que temos que focar hoje, pois a Zara parece ter passado da marca que “torna a moda acessível a todos”, à que copia sem escrúpulo ultrapassando a última frágil barreira que separava seus métodos do plágio grosso e simples.

Dava para sentir há algum tempo que a Zara estava indo longe demais, como no caso da Betty que ninguém deve ter esquecido. Mas desta vez, ou a Zara está fazendo uma confissão de impotência e falta de capacidade criativa, ou se trata de demonstração de força para provar que ela pode se permitir qualquer abuso, pois é intocável. Eu não vejo nenhuma outra alternativa diante dessas imagens que lembram o jogo dos sete erros: mesmos cortes de roupas, mesmo styling, mesmas botinhas, mesmos patches, mesmos acessórios, mesma fisionomia dos modelos, mesmas poses, penteados iguais, … quase uma cópia autenticada do trabalho do Christophe Decarnin.

Eu sei que os defensores das duas marcas irão usar o mesmo argumento para defender seus interesses: eles vão dizer que o acabamento não tem nada a ver entre os dois produtos. Alguns justificarão assim os preços exorbitantes das peças da Balmain, enquanto para os outros será um jeito de poder se vestir à la Balmain com o menor custo.
Então não se preocupem, há algo para todos: o proletariado ficará feliz com seu jeans “fake” por cerca de 60 € na Zara enquanto os burgueses se permitirão um verdadeiro Balmain para 1000 €. Mas eu acho isso tudo muito triste e decepcionante de uma marca como a Zara, que tem os recursos humanos e financeiros suficientes para abastecer “inovação” e prefere oferecer algo insípido enquanto a marca copiada propõe golas cuidadosamente cortadas, acabamento perfeito no nível dos punhos, botões de ouro e joelheiras nas suas calças que fazem toda a diferença.

Quanto à coleção Zara TRF para o outono-inverno, como grande amante das estampas astecas/Navajo, devo confessar ter sido seduzido pela injeção de cultura indiana na coleção. No entanto, concordo que não há nada de novo nesta coleção: para as meninas temos jeans com jeans, estampas florais muito girly, camisas xadrez, shorts jeans com bolsos expostos, …

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En effet, comme vous avez pu vous-mêmes le constater, la ressemblance est bluffante!
C’est le blog britannique 00 o 00 qui a, le premier, souligné ces similarités troublantes. Vous me direz « rien de bien nouveau » de la part de Zara, connue pour être la marque de fast fashion la plus efficace et diligente quand il s’agit de s’inspirer des marques de luxe pour produire de nouvelle collection à rythme effréné, puisque presque mensuel. Mais c’est sur le terme «s’inspirer » qu’il est intéressant de s’attarder aujourd’hui, car Zara semble être passée de la marque qui « rend la mode accessible à tous » à celle qui copie sans scrupule en passant le dernier rempart qui séparait frêlement ses méthodes du plagiat pur et simple.

On sentait que depuis quelques temps Zara allait trop loin, comme dans le cas de l’affaire Betty dont vous devez vous souvenir. Mais cette fois Zara nous fait soit un aveu d’impuissance et de manque de capacité créative, soit une démonstration de force prouvant qu’elle peut s’autoriser toutes les dérives et qu’elle est intouchable. Je ne vois pas d’autres alternatives face à ces images qui rappellent le jeu des sept erreurs : mêmes coupes de vêtements, même stylisme, mêmes bottines, mêmes écussons, mêmes accessoires, mêmes physionomies des mannequins, mêmes poses, mêmes coiffures, …presqu’une une copie conforme du travail de Christophe Decarnin.

Je sais que les défenseurs des deux marques feront usage du même argument pour défendre leurs intérêts : ils diront que les finitions n’ont rien à voir entre les deux produits. Les uns pour justifier le prix exhorbitants des pièces de chez Balmain, les autres pour pouvoir se vêtir à la Balmain au moindre coût.
Pas de panique donc, chacun y trouvera son compte : les prolétaires avec un « faux » jeans aux alentours de 60€ chez Zara quant les bourgeois s’offriront un vrai Balmain pour 1000€. Mais je trouve tout cela bien triste et décevant de la marque d’une enseigne comme Zara qui a de quoi s’offrir « l’innovation » et qui préfère proposer quelque chose de fade alors que la marque copiée propose des cols soigneusement coupé, des finitions parfaites aux poignets, des boutons dorés et des genouillères sur leur pantalon qui font toute la différence.

Quant à la collection Zara TRF pour l’automne-hiver, en tant que grand amateur d’imprimés aztec/navajo, je dois avouer avoir été séduit par l’injection de culture amérindienne dans la collection. Je reconnais cependant que l’on ne trouve rien de nouveau dans cette collection : pour les filles jeans avec jeans, imprimés floraux très girlie, chemise à carreaux, short en jeans avec poche apparentes, etc…

E para os meninos jaquetas estilo aviador forradas com falsa pele de carneiro, casaco à la Burberry, calça slim com dobrada, blazer sequinho, jaqueta de couro perfecto, etc …

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Et pour les garçons vestes style aviateur avec doublure en faux-mouton, manteau à la Burberry, pantalon slim avec ourlet, blazer cintré, perfecto, etc…

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4 Responses to “Zara vs Balmain – Plagiarism or Omnipotence?!”
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  1. […] This post was mentioned on Twitter by Florian Blot, Florian Blot. Florian Blot said: Zara vs Balmain – Plagiarism or Omnipotence?! : http://wp.me/pMLdo-u2 […]

  2. […] breve será impossível negar. Já vimos as bolsas da Pendleton, a coleção cápsula da Hurley, a coleção Zara TRF Woman para o outono, etc… Então se você quer se destacar, porém adotando a tendência, optem […]

  3. […] que eu apresentei a primeira parte da coleção outono/inverno 2010/11 da Zara Men, vamos fazer uma cobertura completa do assunto. Como explicado precedentemente, as primeiras […]

  4. […] convencional me lembrou o vídeo feito pelo Jo Ratcliffe para a campanha Outono/Inverno 2010 da Balmain com a Kate Moss deitada em um sofá cercada e agarrada por cobras desenhados à […]



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