SANG BLEU #5 – Spring 2010


Hoje todo mundo sabe que as revistas de moda pertencem, na sua maioria, a grandes grupos (Conde Nast, a Lagardère), e, infelizmente, várias vezes são apenas mais uma ferramenta de marketing disfarçada para as marcas que elas servem, e em nada verdadeiras críticas de moda, uma vez que seguem escolhas de editoriais mais ou menos impostas pelas marcas cujas publicidades as fazem sobreviver.
Assim, a Vogue U.S.A é composta por mais de 60% de publicidade, e a edição de recorde atinge recordes em setembro – mais de 700 páginas de publicidade em 2007. (fonte: Le Monde)

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Aujourd’hui tout le monde sait que les magazines de modes sont, pour la plupart, propriété de grands groupes (Condé Nast, Lagardère), et malheureusement plus un outil marketing déguisé au service des marques que de véritables critiques de mode, puisqu’ils suivent des choix éditoriaux plus ou moins imposés par les marques dont les publicités assurent leur survie.
Ainsi, Vogue USA est composé à plus de 60% de publicité, et le numéro de Septembre atteint des records — plus de 700 pages de publicité en 2007. (source : Le Monde)

No entanto, como alternativa para essas revistas, algumas novas publicações aparecem, reivindicando uma liberdade editorial completa. Dirigidas a um público-alvo de nicho e vendidas nas lojas de tipo concept stores e nas livrarias especializadas ao invés de quiosques, estas revistas acham aos poucos sua audiência, pois cada nova edição nasce e é impulsionada pela paixão, que cria o diferencial suficiente para deixar os leitores interessados.

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Néanmoins, en guise d’alternative à ces magazines, apparaissent de nouvelles publications revendiquant une liberté éditoriale totale. Adressés à une cible niche, et vendus dans les concept-stores et librairies spécialisées plutôt qu’en kiosques, ces revues trouvent peu à peu leur public ; car nées et mues à chaque nouveau numéro par la passion, ce qui crée le différentiel suffisant pour intéresser le lectorat.

Uma dessas revistas é a do suíço Maxime Büchi: Sang Bleu. Fundada em Londres em 2004, seu objetivo é proporcionar uma visão artística, moderna e experimental sobre a moda, a sociedade e a cultura em geral. Sang Bleu centra-se sobre temas tão diversos como arte, literatura, fetiche, vida urbana, mas também tatuagens, daí o nome da publicação, e tudo isto com uma sensibilidade particular, quase poética, através de quase 600 páginas em cada edição.

Esta revista me interessou ainda mais quando eu descobri que o Maxime e a sua revista têm um passado que inclui a sub-cultura dos anos 90, o skate e o hip-hop americano, assim como o punk e a prática da tatuagem.
A quinta edição parece simplesmente magnífica, tanto é que das 6 fotos à minha disposição, 3 (a cobertura, a do casal andando de mãos dadas, a da menina de maquiagem de palhaço) me fascinaram. Se comprar, você pode ter certeza que serão 29 € inteligentemente utilizados.

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Une de ces revues est celle du suisse Maxime Büchi : Sang Bleu. Créée à Londres en 2004, son objectif est d’offrir une vision artistique, contemporaine et expérimentale sur la mode, la société,  et la culture en générale. Sang Bleu s’attarde sur des sujets aussi divers que l’art, la littérature, le fétichisme, la vie urbaine, mais également les tatouages, d’où le nom de la publication, et tout ceci avec une sensibilité toute particulière, presque poétique, au travers de près de 600 pages à chaque édition.

Ce magazine m’a d’autant plus intéressé quand j’ai découvert que Maxime et sa revue ont un passé qui englobe sous-culture des années 90, skate et hip-hop américain, avant de passer par le punk et la pratique du tatouage.
Ce cinquième numéro semble tout simplement magnifique, preuve en est que de 6 photos mises à ma disposition, 3 (la couverture, le couple marchant main dans la main, la jeune fille au maquillage de clown) m’ont fasciné. Vous pouvez être sûr que ce seront 29 € intelligemment utilisés.

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  1. […] aquele que mais me agradou foi o fotografado pelo Paolo Zerbini para a excelente revista suíça SangBleu, intitulado Tokyo Lullaby, que retrata umas jovens japonesas […]



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    Café pour deux, porque escrito em duas línguas, e porque rola aqui uma conversa entre amigos, sem pretensão altamente jornalística ou literária. Título em francês, porque é homenagem às minhas origens. E café porque é uma bebida que mantem acordado.
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